O governo do Paraná tem um ano para revisar os contratos com as concessionárias de pedágio, segundo uma determinação do Tribunal de Contas da União. O TCU encontrou problemas em modificações dos contratos das seis empresas que atuam no Paraná.
Elas teriam sido beneficiadas com as mudanças, que podem não ter respeitado critérios técnicos. Com isso, as concessionárias estariam recebendo mais do que deveriam dos usuários, o chamado desequilÃbrio econômico-financeiro. O secretário de insfraestrutura e logÃstica do Paraná,
José Richa Filho, disse que é cedo para falar em redução da tarifa, mas aponta que novas obras podem ser feitas em rodovias com a revisão dos contratos.
No ano passado, o governo suspendeu as ações contra as concessionárias e retomou as negociações. Desde agosto, poucas mudanças foram feitas. Entre elas está a obra no trecho entre Matelândia e Medianeira, no oeste do estado, que havia sido retirado do contrato.
José Richa Filho defende que agora o governo tem mais autoridade para pedir mudanças.
A revisão dos contratos com as concessionárias no Paraná foi determinada depois que a então senadora Gleisi Hofmann (PT), que hoje é ministra-chefe da Casa Civil,
pediu investigações sobre o caso, em maio do ano passado. A Associação das Concessionárias de Rodovias no Paraná, a ABCR, divulgou hoje à tarde uma nota à imprensa e alega que há equÃvocos no relatório do TCU.
A ABCR também informou que as empresas não foram ouvidas no processo e que vai recorrer quando a decisão for publicada.